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Equipe de controle de endemias alerta sobre surgimento de escorpiões nesta época do ano

A equipe de controle de endemias do município alerta a população de Casa Branca que esta época do ano é favorável ao surgimento de escorpiões, e também dá dicas sobre como proceder caso alguém se depare com um desses animais, que está enquadrado na classe dos aracnídeos, assim como as aranhas.

Os escorpiões são mais ativos no período noturno e aparecem mais nos meses quentes e úmidos do ano, a partir de outubro até o final do verão, em março. É neste período do ano que eles encontram maior abundância de alimento, sobretudo, baratas e outros insetos atraídos por lixo e alimentos expostos e mal acondicionados.

Segundo a chefe da equipe de controle de endemias, Letícia de Cássia Santos, a presença de condições que oferecem abrigo e alimento a esses animais é essencial para sua instalação no ambiente. “Os escorpiões são animais preexistentes em muitas regiões do País. A ampliação da ocupação humana vem destruindo seus habitats originais, como florestas e matas, obrigando estes animais a se adaptarem a novos tipos de abrigos, como pilhas de materiais de construção, inservíveis e entulho (nas matas abrigavam-se debaixo de pedras, folhas e troncos caídos), e a novas fontes de alimento, como as baratas”, complementa

De acordo com informações da Letícia, terrenos abandonados com mato e restos de construção são potenciais criadouros ou refúgios para escorpiões, além de cobras e aranhas. Por isso, a orientação é para que a população não jogue restos de entulho e lixo nesses locais, para evitar a proliferação.

Espécies e casos

Atualmente estão catalogadas cerca de 1.600 espécies de escorpiões em todo o mundo, sendo que no Brasil existem pelo menos 140 delas. As principais espécies encontradas em Sorocaba são o Escorpião Amarelo (Tityus serrulatus), o Escorpião Marrom (Tityus bahiensis) e uma espécie de pequeno porte com veneno pouco ativo ao ser humano, chamada Ananteris balzanii.

Orientações gerais

A equipe da Prefeitura esclarece que o controle químico (uso de pesticidas) não é eficaz como medida de combate aos escorpiões, que têm capacidade de permanecer longos períodos sem se movimentar nos abrigos, impedindo seu contato com o pesticida. A aplicação de pesticidas pode apenas desalojar os escorpiões, afugentando-os para o interior das residências, o que aumenta a possibilidade de acidentes.

“Por esse motivo é que se prioriza o controle mecânico, ou seja, a eliminação de condições que ofereçam abrigo e alimento a estes animais. Deve ser feita a retirada de possíveis abrigos aos escorpiões por todo o imóvel: verificar depósitos de materiais, livros e documentos, caixas de papelão, armários, colchonetes, roupas de cama e cortinas", aponta a chefe da equipe.

Outras recomendações são: manter armários, mesas, camas e outros móveis afastados pelo menos um palmo das paredes; verificar roupa de cama antes de usá-las, além de roupas e sapatos, antes de vesti-los; vasculhar frestas em rodapés e paredes e providenciar o reparo, se houver; usar tampa ‘abre e fecha’ ou outra cobertura para manter ralos tapados quando não estiverem em uso; manter gramados bem aparados; ao entardecer, utilizar ‘cobrinhas de pano’ ou rodinhos em frestas de portas.

A chefe explica que o mais indicado é evitar acúmulo de entulho, mas se algum dia for preciso juntar material de construção em casa, deve-se mover de lugar as pilhas a cada quinze dias, de forma a evitar que escorpiões as utilizem como abrigo. Já o lixo deve estar bem-acondicionado em sacos e lixeiras para evitar a proliferação de baratas e outros insetos.

Situação inusitada e que muita gente desconhece, aponta a coordenadora, tem relação com as tomadas e interruptores elétricos das residências. O ideal é usar protetores de orifícios ou que esses dispositivos sejam trocados caso apresentem frestas. Isso porque os escorpiões podem utilizar os tubos (conduítes) que abrigam dos fios elétricos nas paredes para se deslocarem pelo imóvel.

Em caso de acidente é aconselhável levar a vítima o mais rápido possível à unidade de saúde mais próxima e, se possível, também o animal causador do acidente.

INFORMAÇÕES: LIGAR 36740243 - Vigilância Sanitária

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